quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mulheres que Amam Demais - "Os 10 passos"

Essa foi uma leitura que doeu demais em mim, porque me fez enxergar em quantas situações eu me meti por amar demais um homem, por amá-lo tanto que até esqueci de mim.
Recordo de quantas vezes chorei por me decepcionar com este homem, porque ele fazia coisas, que no meu ponto de vista, não eram corretas e dizia a ele que a culpa não era dele e sim minha, porque se eu me entristecia era porque o amava mais que a mim mesma. Isso foi dito a ele inúmeras vezes: Eu te amo mais que a mim! 
Com o tempo, comecei a perceber que eu deveria sempre estar em primeiro lugar na minha vida, e  por mais que fale muito disso, ainda é algo bem difícil para mim.Mas, já consigo perceber progressos com relação ao desligamento. Estou caminhando.
Neste livro, aprendi que também sou doente e que a minha doença progride de maneira muito semelhante à dele. O lado bom da história é que ela também tem recuperação e por isso, vou colocar os passos aqui para que eu possa recordar todas as vezes que começar a perder o foco.

1- Procure ajuda
Significa basicamente fazer algo, tomar a primeira atitude. Essa ajuda pode ser em forma de livro, grupos de apoio, consultas com terapeutas.
É muito importante compreender que procurar ajuda não significa ameaçar o parceiro de que você vai fazer isso. Tal atitude é normalmente uma tentativa de chantageá-lo. Devo deixar o meu parceiro fora disso. Tenho que me lembrar que estou fazendo isso por mim,caso contrário, essa não passará de mais uma tentativa de manipulação.

2- Faça da própria recuperação a prioridade principal na vida
Significa que vou seguir todas as etapas necessárias para me ajudar, não importa o que está sendo exigido. Se achar que isso é exagerado demais, pensarei em até que ponto iria para fazer com que ele se modifique para ajudar na recuperação dele. Reverterei toda a força dessa energia para onde ela fará algum bem - a minha vida! Usarei essa força somente para modificar a mim mesma.

3-Encontre um grupo de apoio formado por semelhantes que a compreendam
Para quem se relaciona com dependentes químicos tem o Nar-Anon, Amor exigente e alguns outros criados em instituições religiosas que pregam a recuperação baseados nos mesmos princípios do Nar- anon, por exemplo.

4-Desenvolva a espiritualidade através da prática diária
Devo reservar uma hora calma do meu dia para orar e pedir orientação sobre como viver a minha própria vida, enquanto LIBERTO os que estão ao meu redor para viver a deles.
Ao entregar o controle da situação nas mãos de Deus, estou livre da responsabilidade opressora de consertar tudo, de controlar o homem e evitar desastres.
Preciso entender que ninguém tem que se modificar para que eu me sinta bem e que com Deus, minha vida fica muito menos vulnerável aos atos de outras pessoas.

5-Pare de dirigi-lo ou controlá-lo
Significa não ajudar e não dar conselhos. A outra pessoa, tem a mesma capacidade de procurar um terapeuta, N. A, A.A, ou o que for. Quando me responsabilizo em encontrar a solução, tiro-lhe o peso da própria vida. E quando os meus esforços não derem certo, será a mim quem ele culpará.

6-Aprenda a não se envolver em jogos
São formas de interação empregadas para evitar a intimidade, ao se envolver em jogos a pessoa tenta colocar a responsabilidade pelo bem-estar nas mãos do outro.
Em relacionamentos doentios, os jogos aparecem nos diálogos em que os papéis resgatador, perseguidor e vítima, se alternam entre os parceiros.
O PERSEGUIDOR é o que tenta culpar, o RESGATADOR é o que tenta ajudar e a VÍTIMA é sempre o "inocente" e "desamparado".

7-Enfrente corajosamente os próprios problemas e os próprios defeitos
Após parar de dirigir, controlar e abandonar os jogos, não terei mais nada para me distrair. Isso fará com que eu esteja frente a frente com meus problemas e minha dor. Precisarei de uma análise profunda. Devo examinar o meu presente e descobrir o que me faz sentir bem e o que me torna infeliz. Examinarei também o passado, listando todas as coisas boas e ruins, terei de ser o mais sincera possível comigo mesma.
Após isso deverei compartilhar com alguém de minha confiança, não para me orientar ou aconselhar, mas, apenas para me ouvir.
Não devo fazer de meu esposo o ouvinte disso tudo, mais tarde, bem mais tarde, poderei optar por compartilhar isso com ele ou não. Pois, ao contar com ele no processo de recuperação, estarei de alguma forma buscando a aceitação e esse não é o objetivo.

8- Não devo esperar que ele se modifique para que eu continue vivendo
Também não devo esperar pelo apoio financeiro ou emocional dele. Devo planejar a minha vida como se não tivesse em quem me apoiar.
Devo ver a vida como uma mesa farta. Devo correr riscos: Conhecer novas pessoas, viajar sozinha; qualquer coisa que eu sei que precisa ser feita, mas, não tive coragem para fazer.
Devo, de tempos em tempos, me submeter a fazer uma coisa bem difícil, isso fará com que eu sinta um enorme vazio interior, porém, fará com que eu comece a trilhar o caminho da auto-aceitação.

9- Colocarei meu bem estar, desejos, trabalho e planos em primeiro lugar. 
Ao tomar essa decisão deverei estar preparada para receber críticas das pessoas, que na realidade, só querem que eu volte a ser como antes, apenas para satisfazê-las.
Acreditarei que minhas vontades e necessidades são muito mais importantes e que satisfazê-las é minha obrigação. Ao mesmo tempo, estarei assegurando a outros o direito de serem responsáveis na satisfação dos próprios desejos e necessidades.
"QUANDO ABANDONAMOS A FUNÇÃO DE SUPERPROTETORA, DAMOS ESPAÇO PARA ALGUÉM CUIDAR DE NÓS"

10- Devo partilhar sem aconselhar
Essa é a última etapa da recuperação e não a primeira. Quando encontrar uma pessoa com um passado parecido com o meu, falarei  da minha própria recuperação sem necessidade de coagir aquela pessoa a fazer o mesmo que eu fiz.
Ao ajudar as pessoas a se recuperarem manterei a minha própria recuperação, ao falar sobre o assunto irei valorizar tudo o que passei para me recuperar, com isso darei perspectiva e coragem a minha vida.

É isso...Coloquei tudo em primeira pessoa mesmo porque é o que eu quero para mim. Sei que o caminho é longo, mas, não impossível de ser alcançado.

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